sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Resenha: O Mundo Perdido, Michael Crichton (The Lost World) "

"Caos em pleno funcionamento" Ian Malcolm - O Mundo Perdido



Essa frase resume bem os acontecimentos do livro. O Mundo Perdido do mestre Michael Crichton é a continuação do best seller “Parque dos Dinossauros" e ambos deram origem aos filmes de Spielberg. Mas ao contrário do primeiro livro, "O Mundo Perdido" se passa em uma nova ilha onde Hammond possivelmente iria ampliar seu parque, a história dessa vez é mais voltado para o campo da biologia de campo, fala da evolução com a teoria da Rainha Vermelha, Richard Owen, Charles Darwin, Georges Cuvier, genética de populações, ecologia, zoologia.

Esses foram os motivos de ser o meu livro preferido, achei melhor que Jurassic Park É voltado principalmente para amantes das pesquisas de campos (exatamente como eu), presenciamos o comportamento e até a fisiologia dos dinossauros. É uma verdadeira aula de diversidade de "espécies extintas" em meio a ataques de dinossauros.

Li o livro em exatos 4 dias, praticamente sem parar (458 paginas). Porque esse é o ritmo do livro, apesar de ter um altíssimo nível de conhecimento, é um livro que uma criança de dez anos pode ler tranquilamente, principalmente para iniciar no mundo da literatura de ficção cientifica. Outro ponto que vale ressaltar, esse segundo livro é totalmente diferente do filme. O roteiro do livro é mais rico em conhecimento, e não comete as gafes e erros do filme em relação aos dinossauros. Por exemplo, o autor corrige uma erro que cometeu no primeiro livro no qual os tiranossauros só podiam ver coisas em movimento. Mas é completamente impossível  que um predador tenha esse tipo de sistema visual.

Porque a defesa mais comum da presa é ficar imóvel.. O predador tem de ser capaz de ver a sua presa. E é claro que os tiranossauros viam. A unica coisa que para um T-rex é se não estiver com fome, acontece com a sucuri e a maioria dos predadores. Se acabou de comer outro animal, qualquer coisa maior do que uma cabra satisfaz a fome do Tiranossauro durante horas, sendo assim ele enxerga muito bem obrigado, animais móveis ou imóveis viravam comida dele.

Enfim, livro recomendadíssimo!

Resenha: Parque dos Dinossauros, de Michael Crichton





"O Parque dos Dinossauros", uma excelente obra que há 16 anos influenciou de vez minha infância. Tudo começou pelo filme de Steven Spielberg, eu tinha 7 anos e vi na programação da TV que ia passar, esperei a noite toda para assistir, e é claro aquilo me encantou (principalmente o raptores) a partir dali começou minha paixão por dinossauros.

Anos mais tarde conheci o livro que originou tudo... a história de “Jurassic Park” pode até parecer absurda, clonar dinossauros através de seu DNA conversado em âmbar há milhares de anos em um inseto. Mas a medida que você vai lendo e mergulhando na história, vê que é algo bastante plausível e terrível, a ciência não tem limites! Michael Cricthon era um critico bem chato da ciência, enxergava mais pontos em negativos do que positivos nas suas criticas.

 Os personagens são inesquecíveis; John Hammond o velho e chato milionário dono do parque a da IGEN (empresa de engenharia genética), Dennis Nedry responsável pelo os caos no parque, os paleontólogos Dr. Alan Grant e Dr. Ellie Sattler, e o matemático Ian Malcom (melhor personagem), para ele a vida encontra  um caminho para tudo e traz consigo a teoria do caos. Onde um simples erro pode levar os sistemas ao caos, e Malcolm acerta. Um parque jurássico com dinossauros clonado de verdade só podia dar errado.

O livro é bem mais completo e possui mas personagens, mais dinossauros e cenas que mereciam estar no filme mas infelizmente não apareceram. E acreditem, o velociraptor tem uma papel maior que o T-rex nos livros. O leitor é capaz de entender todo o comportamento biológico do velociraptor.

Li e reli várias vezes os livros, nota dez para um dos melhores livros do gênero de ficção cientifica. Eu imagino quem foi fã de Jurassic Park lendo os livros e depois viu tudo no cinema, a emoção....e magia naquele momento, deve ter sido algo inesquecível.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Resenha: O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação

"É ótimo recomendar aos outros aquilo que você realmente acha bom."

Ano passado conclui a leitura de mais um livro do escritor japonês Haruku Murakami, "O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação". Já vou avisando que esse é de longe o livro mais depressivo dele que tive a oportunidade de ler.

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No tempo de colégio Tsukuru Tazaki tinha um ciclo de amizade fechado com mais quatro pessoas, cada uma tinha uma cor, e eram chamados de "Vermelho" "Azul" Preta" e "Branca", só Tsukuru não possuía uma cor. Cada uma tinha uma personalidade, existia uma energia e ligação entre eles no qual um sempre ajudava o outro. 

Por algum motivo assim que Tsukuru conclui o colegial e foi para outra cidade cursar a faculdade de engenharia, seus amigos romperam o ciclo de amizade com ele, sem dá nenhuma motivação, deram um ponto final e pediram para Tsukuru nunca mais fazer contatos. E para o desespero dele, o seu afastamento do grupo de amigos é agora um motivo para começar sua fase depressiva. Nesse tempo que ele passa na faculdade pensa em cometer suicídio, quase não saia de casa, Tsukuru apenas fazia apenas suas obrigações do curso e estudava outros idiomas e um curso extra. Não havia ninguém que despertasse seu interesse.

"Talvez eu esteja fadado a ser sempre sozinho, Tsukuru encontrou-se pensando. As pessoas vinham a ele, mas no final elas sempre sumiam. Elas chegavam, em busca de alguma coisa, mas não estavam satisfeitos com o que encontraram (ou então eles ficaram decepcionados ou com raiva). Um dia, sem aviso, eles desapareceram, sem nenhuma explicação, nenhuma palavra de despedida. Como um machado em silêncio havia cortado os laços entre eles, gravatas, através das quais o sangue quente ainda corria"

Ao passar do tempo Tsukuru conhece uma amiga que o incetiva a procurar o motivo pelo qual seus amigos o afastaram do ciclo de amizade, e assim começa a peregrinação do jovem Tsukuru. Saber onde está cada um de seus amigos e por qual razão se afastaram dele.

Leitura recomendada, apesar de ser bastante depressivo tem sempre a característica surreal de Murakami por tanto saiba que não vai obter repostas para tudo, e você tem que elaborar sua própria teoria.  Por varias vezes me identifiquei com o sofrimento de Tuskuru.





" -- É curioso; parece que, mesmo em uma vida aparentemente pacata e consistente, sempre há um colapso. Um período para enlouquecer, talvez possamos dizer. As pessoas devem precisar de um marco como esse na vida. A pessoa que não tem liberdade sempre passa a odiar alguém. Concorda? Não quero levar esse tipo de vida.

—- Estar sempre em um ambiente livre e pensar livremente com a propria cabeça: é isso que você quer?

 —- Exato —- Mas a meu ver, pensar livremente e por conta própria não parece algo fácil, parece bem difícil. 

Haida balançou a cabeça, —- Não, dependendo de como você encara, não é muito difícil. Muitas pessoas fazem sem perceber, de acordo com o momento, e graças a isso conseguem se manter sãs. Elas só não percebem que estão fazendo isso. 

Tsukuru disse: —- Mas se você não consegue fazer isso de forma deliberada, a verdadeira “liberdade de pensar”, como você diz, não poderá ser atingida não é?

 —- Exatamente. Mas isso é tão difícil quanto sonhar de forma deliberada. Para um pessoa comum não é fácil. 

—- Mas você está tentando fazer isso de forma consciente

 —- Acho que sim. A originalidade nada mais é do que imitação criteriosa. Voltarie era realista, disse isso.

 —- Você concorda com ele? 

—- Tudo tem limites, sempre. O pensar também. Não precisamos de medo dos limites, mas também não podemos ter medo de ultrapassa-los. Para as pessoas serem livres, isso é o mais importante. Respeito e ódio pelos limites. As coisas importantes da vida são sempre dúbias. É só isso que posso dizer“ "